CEDEAO lança a Política Regional de Saúde Comunitária para reforçar os sistemas de saúde na África Ocidental

A Organização Oeste Africana da Saúde (OOAS) procedeu, esta segunda-feira, 24 de março de 2026, no Hotel Sofitel, em Cotonou, ao lançamento da Política Regional de Saúde Comunitária da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), uma iniciativa estratégica que visa posicionar a saúde comunitária como um pilar central da cobertura sanitária universal e reforçar os sistemas de saúde na região.

A cerimónia reuniu representantes governamentais, parceiros técnicos e financeiros, bem como delegações dos Estados-membros, refletindo um compromisso comum de aproximar os serviços de saúde das populações e reforçar as estratégias de prevenção. O lançamento da política foi apresentado como um marco estratégico que traduz a ambição regional de colocar as comunidades no centro das políticas de saúde.

Em representação de Sua Excelência o Presidente da Comissão da CEDEAO, Oumar Alieu Touray, o Diretor-Geral da OOAS, Dr. Melchior Athanase Joël Codjovi Aïssi, procedeu ao lançamento oficial da Política Regional de Saúde Comunitária, descrevendo-a como um ponto de viragem na resposta às fragilidades persistentes dos sistemas de saúde na região. O Dr. Melchior Aïssi sublinhou ainda que esta política representa uma mudança de paradigma, passando de sistemas de saúde centrados nas estruturas para sistemas centrados nas populações, bem como de abordagens setoriais para abordagens multissetoriais, apelando a uma implementação rápida e eficaz.

O Ministro da Saúde do Benim, Professor Benjamin Hounkpatin, foi representado pela sua Chefe de Gabinete, Dra. Sibylle Assavoedo, que afirmou que a saúde começa nas comunidades e destacou a saúde comunitária como um eixo estratégico fundamental para a construção de sistemas de saúde resilientes e equitativos. Salientou igualmente os progressos alcançados pelo Benim, nomeadamente através de mecanismos de participação cidadã centrados ao nível dos agregados familiares, posicionando o país como um modelo regional na implementação de abordagens inovadoras em saúde comunitária.

Apesar destes avanços, apontou desafios persistentes, incluindo as alterações climáticas, as doenças zoonóticas e a necessidade de reforçar o compromisso político, profissionalizar os recursos humanos, melhorar os sistemas de informação em saúde, promover uma ação multissetorial e assegurar um financiamento sustentável.

No seu discurso de boas-vindas, Sua Excelência o Embaixador Amadou Diongue, Representante Residente da CEDEAO no Benim, destacou que os países da África Ocidental enfrentam desafios de saúde semelhantes, exigindo respostas coordenadas sustentadas por um forte compromisso político. Sublinhou ainda que a saúde comunitária é fundamental para o desenvolvimento do capital humano e essencial para garantir o acesso equitativo aos cuidados de saúde. Recordando as lições da pandemia de COVID-19, enfatizou a importância de colocar as comunidades no centro da ação para construir sistemas de saúde resilientes.

O Representante do UNICEF no Benim, Ousmane Niang, em nome dos parceiros técnicos e financeiros, destacou os investimentos significativos realizados para levar os cuidados de saúde às populações mais remotas. Sublinhou que a saúde comunitária é uma das abordagens mais custo-eficazes para alcançar todas as camadas da população e prestou homenagem ao trabalho dos agentes de saúde comunitária.

Um dos momentos centrais da cerimónia foi a apresentação oficial da nova política pelo Dr. Arístide Talon, Conselheiro Especial do Presidente da República do Benim para a Saúde, seguida da entrega de exemplares da política e de outros documentos estratégicos, incluindo as Normas e Princípios  onsensuais e o Guia Regional de Orientação para a sua operacionalização, aos Estados-membros.

 

OOAS

A Sra. Magdalene Harding, ponto focal da OOAS para a Serra Leoa, proferiu o discurso de agradecimento em nome do seu país, que assegura atualmente a presidência da CEDEAO. Sublinhou o carácter histórico deste momento, destacando que não se trata apenas do lançamento de uma política, mas do início de um movimento que coloca as comunidades no centro da prestação de cuidados de saúde. Elogiou a liderança da OOAS e o compromisso dos Ministros da Saúde, apelando aos Estados-membros para que integrem esta política nos seus sistemas nacionais e a traduzam em ações concretas.

 

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